
Durante a vida, são raras as vezes que paramos para observar ela passar, lenta por nós. Pelo buraco da fechadura descobre-se que o tormento pode estar a um palmo do nariz. Soando muito confuso, quase nada se vê, após a porta aberta, percebe-se que não há nada ali, nada passaria por ali, se não alguém que não faz questão alguma em passar. Eis que existe o olho mágico, se sente importante sempre quando se depara com um motoboy segurando uma pizza e uma coca cola bem gelada numa noite qualquer, contemplando uma felicidade alheia. Jogar o tempo no olho e perceber o pedaço de vida que se desfaz do outro lado da rua tem sido encantador.
Foto e texto - José de Holanda.
